Qualificação do Grupo GPGES - Palestra: Experiências do "Mundo Transexual" com Karla Muniz
O grupo GPGES se reúne para os estudos dirigidos e as problematizações na primeira  terça feira de cada mês das 15h às 17h na sala 205 da Celer Faculdades. No encontro promovido no dia 08.11.2016, o grupo além das discussões conceituais, foi qualificado através da Palestra: EXPERIÊNCIAS DO ‘MUNDO TRANSEXUAL’ COM KARLA MUNIZ.

A palestrante Karla Muniz é presidente da UNA (União Nacional LGBT) Chapecó/SC  que se situa enquanto entidade representativa LGBT no Oeste Catarinense e é parceira do grupo GPGES/CELER. Palestra abordou temáticas da vivência transexual enfatizando a trajetória escolar e os rumos que a sociedade impõe a comunidade transexual em decorrência do preconceito.

Karla Muniz explicou: “Bullyng escolar não chega em casa”. A palestrante relatou que os transexuais são vítimas da exclusão no espaço familiar e, geralmente, o espaço escolar também manifesta está condição, logo, o transexual é duplamente  violado em seus direitos, primeiramente no espaço doméstico e depois no espaço Escolar. Karla orienta que o ‘mundo transexual’, assim como, o ‘mundo homoafetivo’, ‘lesboafetivo’ apresenta ‘mais perguntas do que respostas’ e quem irão respondê-las quando pai, mãe, escola e sociedade se fecha dialogar sobre este assunto? O preconceito ainda é uma realidade no século XXI, assim como a prostituição transexual é um recurso de sobrevivência, não uma opção de vida.

Karla relata que a condição Transexual no Brasil sofre negligência do poder público. Explica que a média de vida de um transexual brasileiro é 33 anos. Este índice se atribui a condição que é imposta aos transexuais sejam na mudança corporal com medicamentos irregulares, silicones automotivos ou pela prática do sexo sem preservativo e uso de drogas.  No contexto brasileiro, o transexual não tem acesso à dignidade do emprego formal, geralmente, obriga-se a subalternização e a irregularidade profissional, pois a sociedade comercial e empresarial não admite o Nome Social tão pouco que um transexual manifeste sua identidade de gênero e que use roupas femininas no trabalho, etc.

A palestrante enfatiza a importância de romper com o conservadorismo e lutar pela inclusão produtiva da comunidade transexual.  Deste modo, a prostituição e a utilização dos transexuais como meio de transporte de drogas é um resultado da negligência social em garantir a inclusão. Karla relata o número expressivo de transexuais que são direcionados a Europa para atuar na prostituição e no consumo de drogas em decorrência do próprio fetiche dos clientes.

Palestrante Karla alerta para elevação do número  de suicídios de transexuais cometidos em virtude do preconceito e exclusão. Karla afirma: “Quando criança, eu me via homem, mas não me sentia”, exatamente nesta condição que a família, escolar, sociedade e o poder público dever orientar. As faces do suicídio tem vinculação direta ao abandono e ausência de instrumentalização social para problematizar e enfrentar a exclusão. Karla emociona o GPGES ao relatar sua trajetória de vida comentando  que sociedade ‘empurra’, ‘joga’ o transexual para uma vida que ele não escolhe, logo, o sentimento do transexual no processo de negação social é de ‘ser ninguém’ – não ter família, amigos, ser o estranho querendo existir. Finalizando Karla explica: “[...] ser transexual não é sexo, mas alma, sensibilidade e felicidade, não corpo, porque corpo é meramente moldável”.

Após a palestra  proferida, os participantes do grupo de pesquisa questionaram  e refletiram sobre o aprendizado. A participação da UNA  estará registrada no lançamento do Caderno de Ensaios GPGES/2017, ainda, o GPGES contará com a presença da Palestrante Karla Muniz  no evento de Gênero, Educação e Sexualidade que ocorrerá em 2017.

Texto: Prof. Junior Romanzini

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