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Mesa redonda com o tema “Mulher Trans: trajetórias e demanda na luta das mulheres”

 

 

Alessandra Bagattini – Acadêmica 5º Período Jornalismo

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Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, os acadêmicos do 5º período do curso de Jornalismo da Celer Faculdades, realizaram mesa redonda com o tema “Mulher Trans: trajetórias e demandas na luta das mulheres”. O evento que aconteceu na quarta-feira, 8, contou com a presença de Joana Paula e Karla Muniz, que fazem parte da UNA-LGBT, (União Nacional de homossexuais).

O evento, que foi mediado pela Professora Mestre Gerliani Mender, foi aberto a todos os cursos da Celer Faculdades e teve o objetivo de proporcionar aos acadêmicos a discussão sobre temas importantes que fazem parte da sociedade.

“Esse tema da mulher transexual é polêmico, é cheio de tabus, mas também é muito atual e, eu também acho que todas as profissões vão precisar conhecer e lidar com isso, com essa novidade. Por isso a importância de debate-la em um nível acadêmico. Esse ano especialmente tem mais de trinta países envolvidos na proposta de transformar a data oito de março em feriado para reforçar a importância da luta.”, explica a Professora Mestre, Gerliani Mendes.

O coordenador do Curso de Jornalismo, Gabriel Tesser, ressalta que o papel do curso é proporcionar momentos de discussão, troca de conhecimentos e experiência sobre diversos assuntos, especialmente aqueles que pautam o nosso trabalho.

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“É importante entender que a sociedade evolui, que existem escolhas para cada um de nós, para nos entendermos como indivíduos e buscarmos empatia para entendermos o próximo. A importância de entender esse tema é para quebrar preconceitos que ainda influenciam o comportamento humano em ofender ou ferir a integridade física ou mental do próximo e tentar extinguir este comportamento que transgride os princípios da dignidade humana. É importante desenvolver a empatia nos acadêmicos para tornar os mesmos mais sensíveis para entender e fazer parte da evolução social”, destaca Gabriel.

Segundo a transexual Karla Muniz, é fundamental que os acadêmicos tenham conhecimento sobre os diferentes modos de vida de cada pessoa.

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“Eu já participei de outras palestras, mas para mim a receptividade é fundamental. Aqui eu não passei por nenhum tipo de constrangimento, sempre foi bem aceita, bem recebida, até porque cuidamos para não criar algo desagradável” conta.

A transexual Joana Paula, também salienta que é na faculdade que se inicia a construção da educação em relação aos gêneros, então é fundamental os espaços que são abertos para isso.

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“Foi uma experiência primaria, foi meu primeiro contato com palestra. Em algumas coisas somos inexperientes, mas é bacana a recepção de todos foi fundamental. Nós fazemos o trabalho de passar a informação. Talvez a nossa geração está sendo mais difícil de educar, mas fazendo essas atividades, isso facilita e faz com que todos cresçam educados”.

Durante a realização da mesa redonda, os acadêmicos tiveram a oportunidade de tirar dúvidas além de obterem mais conhecimento sobre o assunto.
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A acadêmica Andrieli Buchi ressalta que o evento foi de suma importância para sua trajetória de estudos. “Foi um momento onde nossas dúvidas foram respondidas, além é claro, de todo o conhecimento que adquirimos em relação a trajetória delas envolvendo a família, estudos e os próprios sentimentos”.

Karla comenta que ser mulher não é questão de corpo e sim de alma. “Aqui se inicia uma construção, a minha vida foi uma construção. Ser transexual, ser mulher, não é questão corpo e sim questão alma. Isso envolve a construção do corpo, para chegar ao ponto de ser feminino, é um passo a passo. Creio que o primeiro passo para isso é como você se vê no espelho. A alma feminina é muito além do corpo”, enfatiza Karla.

 
 
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